
AO CANSADO E AO AFLITO
Mt. 11.16-19, 25-30
O contexto imediato da passagem que temos diante de nós é o testemunho que Jesus dá de João Batista, o último Profeta do Antigo Pacto, que está preso por ordem real e do cárcere manda seus discípulos irem ter com Jesus com uma importante pergunta: “És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?” Jesus responde a partir do que estava realizando entre as ovelhas perdidas da Casa de Israel: “Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho. E bem aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço.”
Levando essa mensagem ao Profeta, que mais tarde morrerá sob o jugo do poder do mais forte por exercer seu ministério sem temor dos que estão no poder, os discípulos de João também estão impactados com tudo o que viram e ouviram e alguns, após a morte do Profeta, seguirão Jesus.
Quando eles se retiram da presença de Jesus, este começa a dar o seu testemunho sobre João, confirmando-o como Profeta do Senhor. E é aqui que tem início o trecho que lemos. Jesus começa seu discurso reclamando daqueles que acusam os profetas enviados por Deus. Esses trazem a mensagem tal qual a recebem, e, como toda profecia, a mensagem é juízo e também consolo. Juízo para os que não se convertem, consolo para os que encontram alento e esperança nas palavras do Senhor. O profeta tem uma árdua missão: contrariar interesses, revelar a vontade divina que nem sempre é de acordo com a nossa, falar a verdade contra toda mentira e reverter caminhos maus. O povo, principalmente o povo religioso, rejeitava os profetas de Deus. Jesus lamenta sob Jerusalém em outra memorável passagem dos Evangelhos e a denuncia por matar os profetas que Deus envia. É interessante ver o comportamento dos religiosos em relação aos profetas de Deus, sempre os rejeitando, embora busquem na religião aquilo que os profetas vem trazer: a mensagem de Deus. Como essa mensagem não os alegra, ao contrário, vai de encontro aos interesses deles, eles rejeitam mensagem e mensageiro e as acusações são muitas. Sobre João Batista eles diziam que tinha demônio!
Quanto a Jesus, os mesmos religiosos, representados pelos fariseus, acusam-no de ser glutão, bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores. Ou seja, Este que diz ser o Filho do Homem, o Messias, não passa de um pecador também, pois passa por cima da Lei e da religião da Lei para andar com a escória social, comendo e bebendo com eles! Um Messias não se comportaria assim! Um Messias estaria ao lado dos bons e cheirosos, ao lado dos poderosos, políticos, dos donos da religião! Jamais ao lado do excluído, do marginalizado, do oprimido, do povo da terra! No mínimo este homem é um embuste, um mentiroso, um falsário, um belzebu! Pois diz que é alguém que não pode ser, pois quem Ele diz que é jamais andaria junto com quem não prestava, antes, se assentaria nos palácios!
Mas Jesus é claro em suas opções. Deus em Cristo optou pelo mais fraco, pelo rejeitado, pelo excluído, pelo rejeitado, pela escória, pela humanidade caída. Nas palavras de Jesus mesmo pelos pequeninos. E é Ele mesmo que orando ao Pai, dá graças por isso, por ocultar as coisas aos sábios e instruídos, mas cheios de dolo, de ganância, de justiça própria, de senso de monopolização do sagrado, de egocentrismo como se fossem os únicos e verdadeiros crentes! Ao invés desses, Deus escolhe caminhar, ouvir, curar, salvar, estar junto com os pequeninos, com aqueles que ninguém quer, com aqueles que são rejeitados. Nessa categoria tinha lugar pros ricos também, mas não os ricos como Ananias e Caifás, cientes de Deus, mas com os ricos igualmente rejeitados pela maioria, como Zaqueu e Mateus Levi.
Deus veio para os que eram seus, diz o Evangelista João, mas os seus não O receberam. Contudo, todos os que O recebem, a esses, deu-lhes o poder de se tornarem filhos e filhas amados! Os que receberam Jesus eram os que iam ao encontro Dele e os que Ele ia ao encontro: ovelhas cansadas, aflitas, perdidas da Casa de Israel. Gente marginalizada, oprimida, excluída, maltratada, despojada, rejeitada: cegos, coxos, paralíticos, pagãos, ricos soberbos e perdidos, beberrões, glutões, prostitutas, mulheres, pescadores, publicanos, enfim, os pequeninos aos olhos de Deus!
Para esses, Jesus faz um convite sincero e cheio de amor: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque meu jugo é suave, e o meu fardo leve.”
O convite era dirigido a todos os oprimidos e cansados! Os oprimidos pela religião, pelo próximo, pelo sistema político, pela pobreza, pela fome, pela exclusão, por serem quem eram! Os cansados de hipocrisia; os cansados das durezas da vida; os cansados de uma religião exterior, pro-forma; os cansados das feridas abertas pelos poderosos; os cansados das injustiças; os cansados e oprimidos enfim por tudo e por todos que os arrancava da dignidade!
Eu me revolto com sinceridade quando leio passagens como essa dos Evangelhos e comparo com a realidade religiosa que tenho ao meu redor! E não é pra menos, creio eu! A Igreja de Cristo precisa se converter, se arrepender das pegadas que até aqui deixou no solo da história. Pegadas de gente que ao invés de imitar o Senhor da Igreja, preferiu imitar os religiosos do Templo de Jerusalém, os saduceus e os fariseus que oprimiam os que eram alvos da libertação que Jesus veio operar. A Igreja ainda hoje rejeita os marginalizados e os excluídos, fechando-lhes as portas, proibindo-os de até mesmo participarem dos sacramentos!
Ganhou os jornais de todo o país a notícia de uma transexual da cidade de São Gonçalo, no Grande Rio, que foi literalmente agredida pelo Padre Ademar Pimenta, pároco da Igreja Matriz daquela cidade, durante o serviço religioso que presidia, no mesmo dia da Parada do Orgulho LGBT naquela localidade. A transexual foi humilhada na frente de todos porque levantou sua voz contra a tirania deste padre, que durante o sermão falava impropérios contra os marginalizados e excluídos que estavam lá fora pedindo cidadania. Revoltada com o discurso e alvo do sermão, Mayara não se calou e respondeu que ela tinha o direito de ali estar, pois era a Casa de Deus. Desafiado, sem argumentos, o padre partiu para a agressão física!
Assim como os religiosos de outrora, do tempo de Cristo, os religiosos de hoje, padres e pastores evangélicos, assim agem com aqueles que Jesus veio salvar e libertar. O exemplo do ocorrido em São Gonçalo é apenas mais um de tantos outros ao longo da história da Igreja! Pessoas foram torturadas e ainda são; assassinadas e ainda são (vejam o caso envolvendo a Igreja Universal e o assassinato de um rapaz na Bahia); vilipendiadas, agredidas, excluídas!
Leio os evangelhos e vejo o quão distante de Cristo se encontra a Igreja de Cristo! E aqui tem um grande alerta para nós, Comunidade Betel do Rio de Janeiro! Somos Igreja de Cristo e nossa missão é a mesma missão de Cristo Jesus. Devemos agir como Ele agiu, levando a mesma mensagem que Ele levou a pessoas como Mayara e como os que Ele encontrou quando entre nós esteve!
São essas pessoas que estão cansadas e aflitas. Cansadas das batalhas duras da vida, aflitas com suas condições de seres humanos e com toda a carga que isso traz. Pessoas que estão sofrendo com o HIV, com o câncer, com os aneurismas, com toda a sorte de doenças físicas! Pessoas que estão aflitas porque são escravas de si mesmas, oprimidas pelas doenças psíquicas, pela falta de amor próprio, pelo orgulho, pelas percepções equivocadas. Pessoas que estão cansadas de levarem portas na cara, de seres rejeitadas, vítimas do preconceito humano, vítimas da homofobia, do egoísmo, do descaso governamental e do próximo.
Muitas pessoas estão aflitas hoje porque não tem mais para onde correr e ninguém mais que as ouça e lhes dirija uma palavra de ânimo e de consolo. São pessoas maltratadas dentro de seus lares, por suas famílias que os rejeitam. Pessoas que vivem uma vida sub-humana, oprimidas por relacionamentos afetivos que há muito se acabaram e que não tem coragem de romper por puro medo do que virá depois. Pessoas que amam seus pais, mas por eles são rejeitados. Pessoas que de tão maltratadas pelos seus semelhantes, encontram-se sem forças para seguir em frente e se encontram estagnadas, paradas, e tudo o que iniciam não tem fim, porque sabem que em algum momento, terão que abdicar, como muitas outras vezes, do objetivo uma vez traçado.
Você se encontra hoje assim? Está cansado, oprimido, desacreditado, sem esperanças, sem consolo, necessitado de carinho, amor, uma palavra de encorajamento? Você está assim? Deixa eu te dizer uma coisa: Jesus é o mesmo ontem, hoje e será eternamente! O convite que Ele fez neste dia que Mateus relata em seu Evangelho, é o mesmo que Ele hoje te faz: vinde a mim você que está cansado e sobrecarregado e eu te aliviarei!
Jesus está ai, perto de você e quer que você vá a Ele, do jeitinho que você está: pode ir cansado, pode ir oprimido, sobrecarregado, porque Ele te aliviará de tudo isso e te ensinará a viver Nele, lançando sobre Ele as tuas dores, as tuas ansiedades, os teus ais, tudo o que te faz penar aqui.
Arranque de tuas costas hoje o peso e o fardo que sobre elas estão. Arranque o fardo da intolerância, o peso do amor falido, o fardo da doença física e da alma, o peso do preconceito e da discriminação, o fardo de ter uma família que te rejeita, o peso de andar só! Arranque tudo isso dos seus ombros e tome sobre eles hoje o fardo leve e o peso suave de Cristo Jesus, fardo e peso de Graça, amor, bondade e misericórdia!
Você é como aqueles que Ele encontrou no caminho. É para você que Ele veio! Corra ao encontro Dele! Ele te espera de braços abertos!
Vamos orar? Senhor Jesus, tome sobre ti o meu fardo e o meu peso e me dê o teu fardo leve e o teu peso suave de Graça, compaixão e amor! Estou cansado, Senhor! Estou aflito da própria vida! Cansado do meu sofrer, do meu gemer, do meu lamento e das lágrimas! Aflito pelas lutas desta vida e não tenho mais a quem recorrer! Me entrego a ti hoje de coração e alma! Tudo o que tenho e tudo o que sou, toma em suas mãos e cuida de mim! Seja assim Senhor! Para a honra e glória do Teu Bendito Nome! Amém!
Soli Deo Gloria!
Levando essa mensagem ao Profeta, que mais tarde morrerá sob o jugo do poder do mais forte por exercer seu ministério sem temor dos que estão no poder, os discípulos de João também estão impactados com tudo o que viram e ouviram e alguns, após a morte do Profeta, seguirão Jesus.
Quando eles se retiram da presença de Jesus, este começa a dar o seu testemunho sobre João, confirmando-o como Profeta do Senhor. E é aqui que tem início o trecho que lemos. Jesus começa seu discurso reclamando daqueles que acusam os profetas enviados por Deus. Esses trazem a mensagem tal qual a recebem, e, como toda profecia, a mensagem é juízo e também consolo. Juízo para os que não se convertem, consolo para os que encontram alento e esperança nas palavras do Senhor. O profeta tem uma árdua missão: contrariar interesses, revelar a vontade divina que nem sempre é de acordo com a nossa, falar a verdade contra toda mentira e reverter caminhos maus. O povo, principalmente o povo religioso, rejeitava os profetas de Deus. Jesus lamenta sob Jerusalém em outra memorável passagem dos Evangelhos e a denuncia por matar os profetas que Deus envia. É interessante ver o comportamento dos religiosos em relação aos profetas de Deus, sempre os rejeitando, embora busquem na religião aquilo que os profetas vem trazer: a mensagem de Deus. Como essa mensagem não os alegra, ao contrário, vai de encontro aos interesses deles, eles rejeitam mensagem e mensageiro e as acusações são muitas. Sobre João Batista eles diziam que tinha demônio!
Quanto a Jesus, os mesmos religiosos, representados pelos fariseus, acusam-no de ser glutão, bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores. Ou seja, Este que diz ser o Filho do Homem, o Messias, não passa de um pecador também, pois passa por cima da Lei e da religião da Lei para andar com a escória social, comendo e bebendo com eles! Um Messias não se comportaria assim! Um Messias estaria ao lado dos bons e cheirosos, ao lado dos poderosos, políticos, dos donos da religião! Jamais ao lado do excluído, do marginalizado, do oprimido, do povo da terra! No mínimo este homem é um embuste, um mentiroso, um falsário, um belzebu! Pois diz que é alguém que não pode ser, pois quem Ele diz que é jamais andaria junto com quem não prestava, antes, se assentaria nos palácios!
Mas Jesus é claro em suas opções. Deus em Cristo optou pelo mais fraco, pelo rejeitado, pelo excluído, pelo rejeitado, pela escória, pela humanidade caída. Nas palavras de Jesus mesmo pelos pequeninos. E é Ele mesmo que orando ao Pai, dá graças por isso, por ocultar as coisas aos sábios e instruídos, mas cheios de dolo, de ganância, de justiça própria, de senso de monopolização do sagrado, de egocentrismo como se fossem os únicos e verdadeiros crentes! Ao invés desses, Deus escolhe caminhar, ouvir, curar, salvar, estar junto com os pequeninos, com aqueles que ninguém quer, com aqueles que são rejeitados. Nessa categoria tinha lugar pros ricos também, mas não os ricos como Ananias e Caifás, cientes de Deus, mas com os ricos igualmente rejeitados pela maioria, como Zaqueu e Mateus Levi.
Deus veio para os que eram seus, diz o Evangelista João, mas os seus não O receberam. Contudo, todos os que O recebem, a esses, deu-lhes o poder de se tornarem filhos e filhas amados! Os que receberam Jesus eram os que iam ao encontro Dele e os que Ele ia ao encontro: ovelhas cansadas, aflitas, perdidas da Casa de Israel. Gente marginalizada, oprimida, excluída, maltratada, despojada, rejeitada: cegos, coxos, paralíticos, pagãos, ricos soberbos e perdidos, beberrões, glutões, prostitutas, mulheres, pescadores, publicanos, enfim, os pequeninos aos olhos de Deus!
Para esses, Jesus faz um convite sincero e cheio de amor: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque meu jugo é suave, e o meu fardo leve.”
O convite era dirigido a todos os oprimidos e cansados! Os oprimidos pela religião, pelo próximo, pelo sistema político, pela pobreza, pela fome, pela exclusão, por serem quem eram! Os cansados de hipocrisia; os cansados das durezas da vida; os cansados de uma religião exterior, pro-forma; os cansados das feridas abertas pelos poderosos; os cansados das injustiças; os cansados e oprimidos enfim por tudo e por todos que os arrancava da dignidade!
Eu me revolto com sinceridade quando leio passagens como essa dos Evangelhos e comparo com a realidade religiosa que tenho ao meu redor! E não é pra menos, creio eu! A Igreja de Cristo precisa se converter, se arrepender das pegadas que até aqui deixou no solo da história. Pegadas de gente que ao invés de imitar o Senhor da Igreja, preferiu imitar os religiosos do Templo de Jerusalém, os saduceus e os fariseus que oprimiam os que eram alvos da libertação que Jesus veio operar. A Igreja ainda hoje rejeita os marginalizados e os excluídos, fechando-lhes as portas, proibindo-os de até mesmo participarem dos sacramentos!
Ganhou os jornais de todo o país a notícia de uma transexual da cidade de São Gonçalo, no Grande Rio, que foi literalmente agredida pelo Padre Ademar Pimenta, pároco da Igreja Matriz daquela cidade, durante o serviço religioso que presidia, no mesmo dia da Parada do Orgulho LGBT naquela localidade. A transexual foi humilhada na frente de todos porque levantou sua voz contra a tirania deste padre, que durante o sermão falava impropérios contra os marginalizados e excluídos que estavam lá fora pedindo cidadania. Revoltada com o discurso e alvo do sermão, Mayara não se calou e respondeu que ela tinha o direito de ali estar, pois era a Casa de Deus. Desafiado, sem argumentos, o padre partiu para a agressão física!
Assim como os religiosos de outrora, do tempo de Cristo, os religiosos de hoje, padres e pastores evangélicos, assim agem com aqueles que Jesus veio salvar e libertar. O exemplo do ocorrido em São Gonçalo é apenas mais um de tantos outros ao longo da história da Igreja! Pessoas foram torturadas e ainda são; assassinadas e ainda são (vejam o caso envolvendo a Igreja Universal e o assassinato de um rapaz na Bahia); vilipendiadas, agredidas, excluídas!
Leio os evangelhos e vejo o quão distante de Cristo se encontra a Igreja de Cristo! E aqui tem um grande alerta para nós, Comunidade Betel do Rio de Janeiro! Somos Igreja de Cristo e nossa missão é a mesma missão de Cristo Jesus. Devemos agir como Ele agiu, levando a mesma mensagem que Ele levou a pessoas como Mayara e como os que Ele encontrou quando entre nós esteve!
São essas pessoas que estão cansadas e aflitas. Cansadas das batalhas duras da vida, aflitas com suas condições de seres humanos e com toda a carga que isso traz. Pessoas que estão sofrendo com o HIV, com o câncer, com os aneurismas, com toda a sorte de doenças físicas! Pessoas que estão aflitas porque são escravas de si mesmas, oprimidas pelas doenças psíquicas, pela falta de amor próprio, pelo orgulho, pelas percepções equivocadas. Pessoas que estão cansadas de levarem portas na cara, de seres rejeitadas, vítimas do preconceito humano, vítimas da homofobia, do egoísmo, do descaso governamental e do próximo.
Muitas pessoas estão aflitas hoje porque não tem mais para onde correr e ninguém mais que as ouça e lhes dirija uma palavra de ânimo e de consolo. São pessoas maltratadas dentro de seus lares, por suas famílias que os rejeitam. Pessoas que vivem uma vida sub-humana, oprimidas por relacionamentos afetivos que há muito se acabaram e que não tem coragem de romper por puro medo do que virá depois. Pessoas que amam seus pais, mas por eles são rejeitados. Pessoas que de tão maltratadas pelos seus semelhantes, encontram-se sem forças para seguir em frente e se encontram estagnadas, paradas, e tudo o que iniciam não tem fim, porque sabem que em algum momento, terão que abdicar, como muitas outras vezes, do objetivo uma vez traçado.
Você se encontra hoje assim? Está cansado, oprimido, desacreditado, sem esperanças, sem consolo, necessitado de carinho, amor, uma palavra de encorajamento? Você está assim? Deixa eu te dizer uma coisa: Jesus é o mesmo ontem, hoje e será eternamente! O convite que Ele fez neste dia que Mateus relata em seu Evangelho, é o mesmo que Ele hoje te faz: vinde a mim você que está cansado e sobrecarregado e eu te aliviarei!
Jesus está ai, perto de você e quer que você vá a Ele, do jeitinho que você está: pode ir cansado, pode ir oprimido, sobrecarregado, porque Ele te aliviará de tudo isso e te ensinará a viver Nele, lançando sobre Ele as tuas dores, as tuas ansiedades, os teus ais, tudo o que te faz penar aqui.
Arranque de tuas costas hoje o peso e o fardo que sobre elas estão. Arranque o fardo da intolerância, o peso do amor falido, o fardo da doença física e da alma, o peso do preconceito e da discriminação, o fardo de ter uma família que te rejeita, o peso de andar só! Arranque tudo isso dos seus ombros e tome sobre eles hoje o fardo leve e o peso suave de Cristo Jesus, fardo e peso de Graça, amor, bondade e misericórdia!
Você é como aqueles que Ele encontrou no caminho. É para você que Ele veio! Corra ao encontro Dele! Ele te espera de braços abertos!
Vamos orar? Senhor Jesus, tome sobre ti o meu fardo e o meu peso e me dê o teu fardo leve e o teu peso suave de Graça, compaixão e amor! Estou cansado, Senhor! Estou aflito da própria vida! Cansado do meu sofrer, do meu gemer, do meu lamento e das lágrimas! Aflito pelas lutas desta vida e não tenho mais a quem recorrer! Me entrego a ti hoje de coração e alma! Tudo o que tenho e tudo o que sou, toma em suas mãos e cuida de mim! Seja assim Senhor! Para a honra e glória do Teu Bendito Nome! Amém!
Soli Deo Gloria!
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