
QUEM É CHAMADO, CHAMA!
Leituras Bíblicas: Jn 3.1-5.10; 1 Cor 7.29-31; Mc 1.14-20
Leituras Bíblicas: Jn 3.1-5.10; 1 Cor 7.29-31; Mc 1.14-20
O chamado para seguir Jesus não é chamado para a inércia, para nada fazer! Muito pelo contrário! O chamado de Deus para nós é para o serviço, o trabalho. As leituras de hoje indicam claramente isso, a começar por Jonas, o “Profeta Fujão”.
Jonas vivia a “sua” vida tranquilamente! Um dia, porém, ouviu o chamado: “Apronte-se, vá à grande cidade de Nínive e grite contra ela, porque a maldade daquela gente chegou aos meus ouvidos.” (Jn 1.2-NTLH). Como todo chamado, a iniciativa foi de Deus. No caso de Jonas, a iniciativa de Deus encontrou uma barreira imensa, o próprio Jonas, que “se aprontou, mas fugiu do SENHOR, indo na direção contrária.” (Jn 1.3). O profeta, embora chamado, quis correr! Não estava disposto ao trabalho, não queria obedecer o Senhor e pensou que, se fugisse, conseguiria levar a vida como antes, tranquilamente, caso isso fosse possível. Mas não é! Porque Deus é soberano, em primeiro lugar, e, porque é impossível viver nesta terra ou em qualquer outro lugar, escondido do Senhor. O convite da Graça não pode ter outra resposta senão o sim, porque, esta Graça nos vence e nos tomba aos pés do Senhor, para fazermos de acordo com a sua Santa vontade. Jonas fez de tudo para fugir de Deus e do chamado de chamar, de anunciar os juízos de Deus, tudo em vão! Pegou um navio para bem longe, a Espanha (Társis). No meio da viagem, Deus levantou o mar contra aquele navio, que em risco de destruição pelo mar encapelado, e segundo o costume de então, os que nele trabalhavam lançaram ao mar toda a carga que levavam. Descobriram que Jonas era a causa daquilo tudo e com seu consentimento e confissão, o jogaram no mar para que ele se aplacasse. E assim foi. Jonas, tragado por um grande peixe, passou ali três dias e três noites até que, arrependido e rendido ao Senhor, foi parar em Nínive, seu primeiro destino, para cumprir o seu chamado. Anunciou a mensagem de juízo, a cidade e os que nela habitavam seriam destruídos como conseqüência de suas injustiças e maldades. Desde o menor até o rei da cidade, ouviram a mensagem trazida por aquele forasteiro judeu. Um a um se rendeu ao Senhor, se arrependeu e isso mudou a sorte deles e a sua cidade foi salva. Com raiva do sucedido, talvez com vergonha porque “sua” palavra não foi cumprida, Jonas se revoltou contra o Senhor, disse, em sua defesa, “que sabia desde o início” que a mensagem não seria cumprida, porque Deus é bom e misericordioso. Quis morrer. Deus lhe dá uma lição: Seu amor e misericórdia, Seu perdão e Graça, vai além dos nossos egoístas pensamentos. Ele usa de misericórdia com quem quer.
A história do profeta Jonas ilustra coisas muito importantes para nós nos dias de hoje. Seria muito primitivo de nossa parte se ficássemos apenas com o aspecto histórico do Livro de Jonas. Este aspecto não produzirá em nós nada além de verniz cultural. Para que esta Palavra torne-se Palavra de Deus em nossas vidas e produza o que a Palavra produz – frutos – devemos trazer para a nossa existência as lições que encontramos no Livro de Jonas.
A primeira lição já sabemos: todo chamado acontece por iniciativa de Deus e não nossa. A segunda, não menos importante, é que uma vez chamados, temos um trabalho a realizar, que consiste em chamar outros, a despeito do que deles pensamos. Temos uma mensagem a anunciar e esta mensagem não é nossa, é de Deus: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho!” (Mc 1.15 b). Jonas era judeu, membro do povo eleito. Principalmente no tempo do retorno ao exílio da Babilônia, criou-se uma mentalidade, uma idéia, de exclusividade. “Somente nós”. Deus, com os fatos ocorridos com Jonas, mostrou que Sua Graça, Amor e Misericórdia, não conhecem exclusividades, ao contrário, o Amor, a Graça e a Misericórdia do Senhor são inclusivos: é para todos e todas.
Como isso é importante e relevante nos dias de hoje! Alguns, vergonhosamente ainda pensam assim, em termos exclusivos da parte de Deus! A Graça, o Amor e a Misericórdia é só para os bons, os retinhos, os que se enquadram nos modelinhos, os que não trazem escândalo e por ai vai... Deus, em Jonas, nos revela que Seu Amor, Graça e Misericórdia desconhece pedigree, desconhece as etiquetas excludentes que usamos para rotularmos outros seres humanos. Deus desconhece este tipo de coisa. Antes, estende suas bênçãos – e a maior delas é a salvação – a todos e todas, sem acepção de pessoas! Existe hoje em dia um tipo de gente que “se acha” chamado, portanto, discípulo. Mas, ao aplicar a mentalidade de Jonas, antes de sua conversão, aos seus próprios trabalhos como discípulos, erram e erram feio! Muitos se recusam até mesmo a crer que Deus tem um povo que até hoje não se chama povo, e, por isso, esses falsos discípulos, excluem. Como discípulos de Cristo aprendamos a lição: Deus desconhece exclusivismos. Suas bênçãos são para todos e todas. No trabalho, no serviço do chamado, precisamos instalar isso na casa do nosso coração: todo ser humano, aos olhos de Deus, tem valor. Não importa, pra Deus, e não deveria importar para nós, seus servos e servas, de onde aquele ser humano é, como vive a vida, como e quando faz isso ou aquilo: importa é anunciar que existe um Caminho, uma Verdade e uma Vida para ser vivida. Importa é anunciar a Palavra que tudo transforma e transtorna. Importa é reconhecer que todos e todas aos olhos do Senhor têm valor. Se tivermos a mentalidade de Jonas, uma mentalidade exclusivista, não cumpriremos o chamado simplesmente porque não temos chamado algum!
A terceira lição que tiramos do Profeta Jonas é que importa obedecer. Palavra tão negligenciada hoje por muitos e muitas, a obediência é o início de tudo em Deus. A ordem é para ir, a quem for, aonde for, e anunciar! Quando deixamos de cumprir isso, a razão para sermos discípulos deixa de existir. O discípulo segue e obedece não a homens e mulheres, mas a Deus mesmo que nos comissionou. Cabe, oportunamente aqui, a reflexão: temos obedecido? Ou preferimos fazer o que nós “achamos” que devemos e não aquilo que o Senhor ordenou? Se sua vida tem se pautado no que você acha, tome cuidado! Porque pode acontecer de você passar anos e anos num palco que você chama de igreja, fazendo mal e porcamente um papel, que você chama de discipulado. Ao fim e ao cabo, acabará como aqueles que ouvirão: “não vos conheço!” Tem muita gente equivocada! Tem muita gente que “acha” muito e esquece o que realmente importa. Tem muita gente que se acha discípulo mas não é! Em nome de Jesus, ouça o que o Espírito Santo fala e faça a meia-volta! Reconheça que a mensagem não é tua, mas de Deus. Que a ordem é para anunciar sem exlcusivismos e cumpra o que te foi ordenado.
O Apóstolo Paulo, em Primeira Coríntios, chama-nos a atenção para a importância e a urgência no cumprimento do viver como discípulos, como chamado para realizar a tarefa do “ide”! Não consegue ir e cumprir aquele que se apega no tangível deste mundo. Não consegue realizar a tarefa, o trabalho, aquele que se emperra no transitório e no passageiro. Não é discípulo aquele que vive como se o aqui e o agora fosse o fim de tudo. Para a desgraça de muitos e muitas, este mundo passa! Quem escolhe viver remando contra esta verdade, escolhe um terrível caminho pra caminhar. Quem instalou esta mentira viverá por ela e se desesperará ao constatar a verdade e a saúde que existe na certeza de que este mundo passa, e, que por isso, além de urgente a tarefa de anunciar a mensagem da Graça que também é mensagem de juízo para os que fazem ouvidos moucos para ela, não devemos em nada nos apegar senão no sentido último de nossa vida: chamar porque somos chamados. É por isto e por muito mais, que eu não entendo, aliás, até entendo, mas rejeito, na verdade me causa nojo, o que a religião “cristã” vem fazendo e falando em nossos dias. Enquanto a mensagem de Cristo e dos Seus chama para a realidade da transitoriedade da existência NESTE mundo, homens e mulheres estão sendo enganados por pastores e pastoras do próprio ventre com um discurso diabólico do correr atrás das coisas que passam! Por ser ao contrário do que Jesus pregou é do Diabo e não de Deus, este tipo falacioso de teologia e pregação. É óbvio que temos necessidades importantes aqui neste mundo. Está claro que temos que buscar uma vida digna do ponto de vista material até mesmo para investirmos na obra de Deus. Está posto como certo que saúde, educação, moradia, alimentação, acesso aos bens culturais etc. é importante para a existência de todos e todas que aqui vivem. Por outro lado, amados do Senhor, “se prosperam as vossas riquezas, não ponhais nelas o coração”. “Guarda, acima de tudo, o seu coração, porque dele procedem as saídas da vida.” “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. Essas coisas precisam se instalar em nós para que produzam vida e vida em abundância! Saudável é aquele que é servido pelas coisas passageiras deste mundo sem colocar nelas o seu coração. Bem aventurado é aquele que sabe que embora esteja aqui, não pertence aqui. Feliz é o discípulo que não se apega às coisas exteriores e passageiras da vida, antes, é livre para ir onde o Senhor o ordena e anunciar a mensagem de salvação que pertence ao Senhor.
O Senhor Jesus poderia delegar a tarefa do fazer discípulos aos anjos. Mas Deus, Nele, se mostrou, chamando seres humanos para o cumprimento do anúncio de que o reino de Deus está aqui e que é necessário a metanóia, o arrependimento, a mudança de paradigmas para entrar neste repouso. O Senhor encontrou os primeiros que O seguiram no chão da realidade na qual estavam inseridos. Assim, Ele encontrou Simão Pedro e André, Tiago e João, no meio dos afazeres cotidianos, em pleno trabalho. Não quis o Senhor, não se dirigiu o Senhor, àqueles que nada faziam e que viviam a vida na inércia, preguiçosamente. Ele buscava e ainda busca trabalhadores, por isso, os preguiçosos não têm parte com Ele. O Senhor age ainda assim hoje e busca este tipo de gente ainda hoje: trabalhadores porque quer nos dar mais trabalho e o mais excelente de todos: o fazer discípulos anunciando sua mensagem. O Senhor chamou os primeiros, que eram pescadores, para serem pescadores de seres humanos e eles, deixaram tudo, porque não eram apegados ao transitório, e O seguiram, cumprindo a tarefa proposta, o chamado. Não fizeram, de início, como Jonas, não se esconderam, não se recusaram à tarefa. Ao contrário, como Jonas, depois do perigo, depois de ver a cara da morte, cumpriram o chamado, chamando.
Assim acontece conosco! Deus nos encontrou onde estávamos, fazendo nossa tarefa, e nos ordenou ao trabalho de chamar outros, de pescar seres humanos. Não há lugar para a preguiça e a inércia no reino, porque este é constituído de gente que põe a mão no arado e não olha pra trás. Não há enganados e equivocados entre os verdadeiros discípulos porque eles deixam tudo para cumprir o que o Senhor ordena ao invés de ficarem apegados ao transitório desta vida, que passa! Temos cumprido o nosso chamado? Temos chamado outros e outras? Temos pescado seres humanos? Se você, depois de refletir pela Palavra que hoje chega ao teu coração, que não tem cumprido sua tarefa, que tem sido negligente com seu chamado, que tem ficado inerte, que não és nada senão um preguiçoso, que sua rede está vazia; em nome de Jesus, que esta Palavra se torne Palavra de Deus em sua vida e que produza revolução ai em você, para que você frutifique e cumpra, obedientemente, a tarefa que te foi posta por Jesus. Aprenda com Jonas que não adianta fugir, nem pensar em exclusivismos. Aprenda com Jonas que não tem lugar para ciúmes no Reino de Cristo e que a mensagem não te pertence, mas é de Deus que te manda, ordena, a proclamar. Que esta mensagem, quando cai na terra do coração humano, produz e cumpre o propósito pela qual ela foi enviada: metanóia, arrependimento, conversão. Aprenda que não tem lugar para você, se você continuar agarrado ao transitório desta vida, daqui, você não levará coisa alguma senão a si mesmo, portanto, pare hoje com essa ansiedade do ter sempre mais e sossegue teu coração e alma na certeza de que nada falta àquele que entrega o seu caminho, a sua vida, ao Senhor da Vida! Levante desta inércia e vá pescar seres humanos conforme te foi ordenado e terás vida e feliz serás!
E você que tem cumprido fielmente o teu chamado, chamando outros e outras; você que tem sido inclusivo no mister de pescar para Jesus; você que tem sido incansável trabalhador na seara do Senhor, saiba, que aquele que deixou aqui tudo por amor de Jesus, receberá cemvezes mais por tudo o que abandonou. Que o Senhor te alcance todos os dias com mais força e vigor para o trabalho, dando-te o que necessitas para uma vida digna aqui. Muito temos a realizar ainda! Alta vai a noite, logo, o dia chega! Entre a noite e o dia que vem, façamos conforme o convite de Jesus: pesquemos seres humanos. Realizemos nosso chamado, chamando! E que o Senhor Uno e Trino: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, nos confirme e nos alcance com Sua Graça Maravilhosa! Assim seja! Amém.
Jonas vivia a “sua” vida tranquilamente! Um dia, porém, ouviu o chamado: “Apronte-se, vá à grande cidade de Nínive e grite contra ela, porque a maldade daquela gente chegou aos meus ouvidos.” (Jn 1.2-NTLH). Como todo chamado, a iniciativa foi de Deus. No caso de Jonas, a iniciativa de Deus encontrou uma barreira imensa, o próprio Jonas, que “se aprontou, mas fugiu do SENHOR, indo na direção contrária.” (Jn 1.3). O profeta, embora chamado, quis correr! Não estava disposto ao trabalho, não queria obedecer o Senhor e pensou que, se fugisse, conseguiria levar a vida como antes, tranquilamente, caso isso fosse possível. Mas não é! Porque Deus é soberano, em primeiro lugar, e, porque é impossível viver nesta terra ou em qualquer outro lugar, escondido do Senhor. O convite da Graça não pode ter outra resposta senão o sim, porque, esta Graça nos vence e nos tomba aos pés do Senhor, para fazermos de acordo com a sua Santa vontade. Jonas fez de tudo para fugir de Deus e do chamado de chamar, de anunciar os juízos de Deus, tudo em vão! Pegou um navio para bem longe, a Espanha (Társis). No meio da viagem, Deus levantou o mar contra aquele navio, que em risco de destruição pelo mar encapelado, e segundo o costume de então, os que nele trabalhavam lançaram ao mar toda a carga que levavam. Descobriram que Jonas era a causa daquilo tudo e com seu consentimento e confissão, o jogaram no mar para que ele se aplacasse. E assim foi. Jonas, tragado por um grande peixe, passou ali três dias e três noites até que, arrependido e rendido ao Senhor, foi parar em Nínive, seu primeiro destino, para cumprir o seu chamado. Anunciou a mensagem de juízo, a cidade e os que nela habitavam seriam destruídos como conseqüência de suas injustiças e maldades. Desde o menor até o rei da cidade, ouviram a mensagem trazida por aquele forasteiro judeu. Um a um se rendeu ao Senhor, se arrependeu e isso mudou a sorte deles e a sua cidade foi salva. Com raiva do sucedido, talvez com vergonha porque “sua” palavra não foi cumprida, Jonas se revoltou contra o Senhor, disse, em sua defesa, “que sabia desde o início” que a mensagem não seria cumprida, porque Deus é bom e misericordioso. Quis morrer. Deus lhe dá uma lição: Seu amor e misericórdia, Seu perdão e Graça, vai além dos nossos egoístas pensamentos. Ele usa de misericórdia com quem quer.
A história do profeta Jonas ilustra coisas muito importantes para nós nos dias de hoje. Seria muito primitivo de nossa parte se ficássemos apenas com o aspecto histórico do Livro de Jonas. Este aspecto não produzirá em nós nada além de verniz cultural. Para que esta Palavra torne-se Palavra de Deus em nossas vidas e produza o que a Palavra produz – frutos – devemos trazer para a nossa existência as lições que encontramos no Livro de Jonas.
A primeira lição já sabemos: todo chamado acontece por iniciativa de Deus e não nossa. A segunda, não menos importante, é que uma vez chamados, temos um trabalho a realizar, que consiste em chamar outros, a despeito do que deles pensamos. Temos uma mensagem a anunciar e esta mensagem não é nossa, é de Deus: “O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho!” (Mc 1.15 b). Jonas era judeu, membro do povo eleito. Principalmente no tempo do retorno ao exílio da Babilônia, criou-se uma mentalidade, uma idéia, de exclusividade. “Somente nós”. Deus, com os fatos ocorridos com Jonas, mostrou que Sua Graça, Amor e Misericórdia, não conhecem exclusividades, ao contrário, o Amor, a Graça e a Misericórdia do Senhor são inclusivos: é para todos e todas.
Como isso é importante e relevante nos dias de hoje! Alguns, vergonhosamente ainda pensam assim, em termos exclusivos da parte de Deus! A Graça, o Amor e a Misericórdia é só para os bons, os retinhos, os que se enquadram nos modelinhos, os que não trazem escândalo e por ai vai... Deus, em Jonas, nos revela que Seu Amor, Graça e Misericórdia desconhece pedigree, desconhece as etiquetas excludentes que usamos para rotularmos outros seres humanos. Deus desconhece este tipo de coisa. Antes, estende suas bênçãos – e a maior delas é a salvação – a todos e todas, sem acepção de pessoas! Existe hoje em dia um tipo de gente que “se acha” chamado, portanto, discípulo. Mas, ao aplicar a mentalidade de Jonas, antes de sua conversão, aos seus próprios trabalhos como discípulos, erram e erram feio! Muitos se recusam até mesmo a crer que Deus tem um povo que até hoje não se chama povo, e, por isso, esses falsos discípulos, excluem. Como discípulos de Cristo aprendamos a lição: Deus desconhece exclusivismos. Suas bênçãos são para todos e todas. No trabalho, no serviço do chamado, precisamos instalar isso na casa do nosso coração: todo ser humano, aos olhos de Deus, tem valor. Não importa, pra Deus, e não deveria importar para nós, seus servos e servas, de onde aquele ser humano é, como vive a vida, como e quando faz isso ou aquilo: importa é anunciar que existe um Caminho, uma Verdade e uma Vida para ser vivida. Importa é anunciar a Palavra que tudo transforma e transtorna. Importa é reconhecer que todos e todas aos olhos do Senhor têm valor. Se tivermos a mentalidade de Jonas, uma mentalidade exclusivista, não cumpriremos o chamado simplesmente porque não temos chamado algum!
A terceira lição que tiramos do Profeta Jonas é que importa obedecer. Palavra tão negligenciada hoje por muitos e muitas, a obediência é o início de tudo em Deus. A ordem é para ir, a quem for, aonde for, e anunciar! Quando deixamos de cumprir isso, a razão para sermos discípulos deixa de existir. O discípulo segue e obedece não a homens e mulheres, mas a Deus mesmo que nos comissionou. Cabe, oportunamente aqui, a reflexão: temos obedecido? Ou preferimos fazer o que nós “achamos” que devemos e não aquilo que o Senhor ordenou? Se sua vida tem se pautado no que você acha, tome cuidado! Porque pode acontecer de você passar anos e anos num palco que você chama de igreja, fazendo mal e porcamente um papel, que você chama de discipulado. Ao fim e ao cabo, acabará como aqueles que ouvirão: “não vos conheço!” Tem muita gente equivocada! Tem muita gente que “acha” muito e esquece o que realmente importa. Tem muita gente que se acha discípulo mas não é! Em nome de Jesus, ouça o que o Espírito Santo fala e faça a meia-volta! Reconheça que a mensagem não é tua, mas de Deus. Que a ordem é para anunciar sem exlcusivismos e cumpra o que te foi ordenado.
O Apóstolo Paulo, em Primeira Coríntios, chama-nos a atenção para a importância e a urgência no cumprimento do viver como discípulos, como chamado para realizar a tarefa do “ide”! Não consegue ir e cumprir aquele que se apega no tangível deste mundo. Não consegue realizar a tarefa, o trabalho, aquele que se emperra no transitório e no passageiro. Não é discípulo aquele que vive como se o aqui e o agora fosse o fim de tudo. Para a desgraça de muitos e muitas, este mundo passa! Quem escolhe viver remando contra esta verdade, escolhe um terrível caminho pra caminhar. Quem instalou esta mentira viverá por ela e se desesperará ao constatar a verdade e a saúde que existe na certeza de que este mundo passa, e, que por isso, além de urgente a tarefa de anunciar a mensagem da Graça que também é mensagem de juízo para os que fazem ouvidos moucos para ela, não devemos em nada nos apegar senão no sentido último de nossa vida: chamar porque somos chamados. É por isto e por muito mais, que eu não entendo, aliás, até entendo, mas rejeito, na verdade me causa nojo, o que a religião “cristã” vem fazendo e falando em nossos dias. Enquanto a mensagem de Cristo e dos Seus chama para a realidade da transitoriedade da existência NESTE mundo, homens e mulheres estão sendo enganados por pastores e pastoras do próprio ventre com um discurso diabólico do correr atrás das coisas que passam! Por ser ao contrário do que Jesus pregou é do Diabo e não de Deus, este tipo falacioso de teologia e pregação. É óbvio que temos necessidades importantes aqui neste mundo. Está claro que temos que buscar uma vida digna do ponto de vista material até mesmo para investirmos na obra de Deus. Está posto como certo que saúde, educação, moradia, alimentação, acesso aos bens culturais etc. é importante para a existência de todos e todas que aqui vivem. Por outro lado, amados do Senhor, “se prosperam as vossas riquezas, não ponhais nelas o coração”. “Guarda, acima de tudo, o seu coração, porque dele procedem as saídas da vida.” “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. Essas coisas precisam se instalar em nós para que produzam vida e vida em abundância! Saudável é aquele que é servido pelas coisas passageiras deste mundo sem colocar nelas o seu coração. Bem aventurado é aquele que sabe que embora esteja aqui, não pertence aqui. Feliz é o discípulo que não se apega às coisas exteriores e passageiras da vida, antes, é livre para ir onde o Senhor o ordena e anunciar a mensagem de salvação que pertence ao Senhor.
O Senhor Jesus poderia delegar a tarefa do fazer discípulos aos anjos. Mas Deus, Nele, se mostrou, chamando seres humanos para o cumprimento do anúncio de que o reino de Deus está aqui e que é necessário a metanóia, o arrependimento, a mudança de paradigmas para entrar neste repouso. O Senhor encontrou os primeiros que O seguiram no chão da realidade na qual estavam inseridos. Assim, Ele encontrou Simão Pedro e André, Tiago e João, no meio dos afazeres cotidianos, em pleno trabalho. Não quis o Senhor, não se dirigiu o Senhor, àqueles que nada faziam e que viviam a vida na inércia, preguiçosamente. Ele buscava e ainda busca trabalhadores, por isso, os preguiçosos não têm parte com Ele. O Senhor age ainda assim hoje e busca este tipo de gente ainda hoje: trabalhadores porque quer nos dar mais trabalho e o mais excelente de todos: o fazer discípulos anunciando sua mensagem. O Senhor chamou os primeiros, que eram pescadores, para serem pescadores de seres humanos e eles, deixaram tudo, porque não eram apegados ao transitório, e O seguiram, cumprindo a tarefa proposta, o chamado. Não fizeram, de início, como Jonas, não se esconderam, não se recusaram à tarefa. Ao contrário, como Jonas, depois do perigo, depois de ver a cara da morte, cumpriram o chamado, chamando.
Assim acontece conosco! Deus nos encontrou onde estávamos, fazendo nossa tarefa, e nos ordenou ao trabalho de chamar outros, de pescar seres humanos. Não há lugar para a preguiça e a inércia no reino, porque este é constituído de gente que põe a mão no arado e não olha pra trás. Não há enganados e equivocados entre os verdadeiros discípulos porque eles deixam tudo para cumprir o que o Senhor ordena ao invés de ficarem apegados ao transitório desta vida, que passa! Temos cumprido o nosso chamado? Temos chamado outros e outras? Temos pescado seres humanos? Se você, depois de refletir pela Palavra que hoje chega ao teu coração, que não tem cumprido sua tarefa, que tem sido negligente com seu chamado, que tem ficado inerte, que não és nada senão um preguiçoso, que sua rede está vazia; em nome de Jesus, que esta Palavra se torne Palavra de Deus em sua vida e que produza revolução ai em você, para que você frutifique e cumpra, obedientemente, a tarefa que te foi posta por Jesus. Aprenda com Jonas que não adianta fugir, nem pensar em exclusivismos. Aprenda com Jonas que não tem lugar para ciúmes no Reino de Cristo e que a mensagem não te pertence, mas é de Deus que te manda, ordena, a proclamar. Que esta mensagem, quando cai na terra do coração humano, produz e cumpre o propósito pela qual ela foi enviada: metanóia, arrependimento, conversão. Aprenda que não tem lugar para você, se você continuar agarrado ao transitório desta vida, daqui, você não levará coisa alguma senão a si mesmo, portanto, pare hoje com essa ansiedade do ter sempre mais e sossegue teu coração e alma na certeza de que nada falta àquele que entrega o seu caminho, a sua vida, ao Senhor da Vida! Levante desta inércia e vá pescar seres humanos conforme te foi ordenado e terás vida e feliz serás!
E você que tem cumprido fielmente o teu chamado, chamando outros e outras; você que tem sido inclusivo no mister de pescar para Jesus; você que tem sido incansável trabalhador na seara do Senhor, saiba, que aquele que deixou aqui tudo por amor de Jesus, receberá cemvezes mais por tudo o que abandonou. Que o Senhor te alcance todos os dias com mais força e vigor para o trabalho, dando-te o que necessitas para uma vida digna aqui. Muito temos a realizar ainda! Alta vai a noite, logo, o dia chega! Entre a noite e o dia que vem, façamos conforme o convite de Jesus: pesquemos seres humanos. Realizemos nosso chamado, chamando! E que o Senhor Uno e Trino: o Pai, o Filho e o Espírito Santo, nos confirme e nos alcance com Sua Graça Maravilhosa! Assim seja! Amém.
Rev. Márcio Retamero – www.betelrj.com
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